Como fazer um plano de estudo?
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Entra mês, sai mês e tem uma pergunta que sempre se repete na caixa do Pensando Direito: “como eu faço para passar no concurso X?”.
Por conta disso, mesmo que eu já tenha falado sobre isso em outros momentos aqui no site, penso não ser demais escrever um post apenas para explicar como se faz um plano de estudos.
Por óbvio, nada é garantia de passar, mas ter um estudo bem organizado é o primeiro e, na minha opinião, essencial passo para lograr a desejada aprovação.
Então vamos lá.
1. Escolha seu oponente
Um dos principais erros de concurseiros iniciantes é ficar dando tiro para tudo que é lado.
Não que não se possa prestar todo o concurso que aparece pela frente (é até recomendado), mas é ideal que se escolha um que será o foco de estudos.
Pense em um cargo que você gostaria de exercer, com uma remuneração condigna.
A partir daí, todos os seus estudos serão voltados ao edital desse cargo. Ainda que você faça outros concursos que surgirem, é para esse e somente esse que você vai estudar.
Com isso, se aumenta a chance de cobrir de forma decente todo o conteúdo programático (o que é importantíssimo para se ter alguma chance).
2. Conheça seu oponente
Concurso é guerra e, como na guerra, devemos conhecer o oponente. No caso, escolhido qual será o seu cargo-alvo, deve-se entender o que é cobrado para ingressar na carreira.
Para tanto, pegue o último edital e a última prova do concurso (de regra, você acha isso no www.pciconcursos.com.br).
Veja se você possui todos os requisitos de habilitação (em vários casos há exigência de comprovação de prática jurídica, por exemplo).
Da mesma forma, já veja o conteúdo programático e compare com as questões efetivamente cobradas na prova, para saber o que pesa mais (e portanto, o que deve ser estudado com mais afinco).
A minha sugestão, sempre, é criar uma tabela com as matérias e qual o peso proporcional de cada uma na prova. Para isso, divida o número de questões da matéria constantes da prova pelo número total de questões da prova.
Por exemplo: digamos que a prova de advogado da união, com 200 questões, tenha 25 dessas de Direito Administrativo.
25 : 200 = 0,125
Ou seja, 12,5% da prova é Direito Administrativo, razão pela qual 12,5% do seu tempo de estudo deverá ser dedicado a essa matéria.
3. Conheça a si mesmo
Já sabendo mais ou menos onde se quer chegar e que tipo de conhecimento será necessário ter, é chegada a hora de responder outra questão fundamental: de quanto tempo disponho?
Idealmente, penso ser necessário ter algumas horinhas disponíveis todos os dias (exceto um, para descanso), mas é perfeitamente possível adequar os estudos às mais insanas agendas, desde que se possa reservar um número X de horas toda semana.
24 horas semanais é um número ótimo para basicamente qualquer concurso público. Divididas na semana, são 4 horas por dia, incluindo sábado.
É um número alto, mas se você não puder se comprometer a tanto, não se preocupe. Isso somente quer dizer que talvez você tenha de estudar alguns meses a mais e ter um pouco mais de força de vontade, mas isso não significa que você não conseguirá a sonhada aprovação.
Depois de decidir quanto de tempo você conseguirá dedicar aos estudos (e seja sincero aqui, para evitar frustrações futuras), coloque no papel, inclusive prevendo os dias da semana e horários.
É essencial que isso tudo se encaixe bem na sua rotina, para que possa ser cumprida sem maiores entraves.
Um macetezinho interessante, adianto, é colocar algum tempo a mais nos dias úteis da semana (seg/sex) e deixar o sábado como “reserva”. Assim, se você conseguir cumprir toda a carga da semana, no sábado vá relaxar sem peso na consciência. Se alguma coisa acontecer e não der para cumprir tudo (e, convenhamos, algo sempre acontece), utilize as horas do sábado para compensar.
4. Trace seu plano de batalha
Já de posse da quantidade de tempo semanal disponível e das matérias que precisam ser estudadas, basta dividir os conteúdos de forma harmönica ao longo da semana.
Observo, por oportuno, que o melhor é estudar todas as matérias cobradas no concurso num ciclo de 7 dias. Com isso você se acostuma a pensar em vários conteúdos ao mesmo tempo (da mesma forma como ocorrerá no dia da prova), e evita aquele velho problema de esquecer das matérias estudadas há mais tempo.
Se você conseguir, também separe as horas de estudo dentro de um mesmo dia em dois blocos, já que a partir da segunda hora de estudo a concentração começa a cair vertiginosamente (o que acaba sendo mitigado se houver uma pausa grande no meio).
É possível, ainda, fazer alguns ajustes, considerando a maior facilidade/dificuldade em algumas matérias, de forma a otimizar seu tempo.
5. À luta!
Todos os quatro pontos acima já devidamente cumpridos? Hora de arregaçar as mangas e estudar para valer.
Além disso, enquanto não abre a seleção para o cargo que você almeja, faça todas as provas que aparecerem pela frente. Conta não só como treino, mas, dependendo do seu ritmo, é bem possível que você passe em algum desses.
Como conselho final, não desista se na primeira tentativa não der certo. Perseverança é a alma do negócio em se tratando de concursos públicos.
Boa sorte!
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