Divulgadas as metas do Poder Judiciário para 2010
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..1. Julgar quantidade igual à de processos de conhecimento distribuídos em 2010 e parcela do estoque, com acompanhamento mensal.2. Julgar todos os processos de conhecimento distribuídos (em 1º grau, 2º grau e tribunais superiores) até 31/12/2006 e, quanto aos processos trabalhistas, eleitorais, militares e da competência do tribunal do Júri, até 31/12/2007.3. Reduzir em pelo menos 10% o acervo de processos na fase de cumprimento ou de execução e, em 20%, o acervo de execuções fiscais (referência: acervo em 31/12/2009).4. Lavrar e publicar todos os acórdãos em até 10 (dias) após a sessão de julgamento.5. Implantar método de gerenciamento de rotinas (gestão de processos de trabalho) em pelo menos 50% das unidades judiciárias de 1º grau.6. Reduzir em pelo menos 2% o consumo per capita (magistrados, servidores, terceirizados e estagiários) com energia, telefone, papel, água e combustível (ano de referência: 2009).7. Disponibilizar mensalmente a produtividade dos magistrados no portal do tribunal, em especial a quantidade de julgamentos com e sem resolução de mérito e homologatórios de acordos, subdivididos por competência.8. Promover cursos de capacitação em administração judiciária, com no mínimo 40 horas, para 50% dos magistrados, priorizando-se o ensino à distância.9. Ampliar para 2 Mbps a velocidade dos links entre o Tribunal e 100% das unidades judiciárias instaladas na Capital e, no mínimo, 20% das unidades do interior.10. Realizar, por meio eletrônico, 90% das comunicações oficiais entre os órgãos do Poder Judiciário, inclusive cartas precatórias e de ordem.
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Comentários
Carolina
Olha, AGORA não posso comentar muito a situação por estar um tanto irritado com a Administração Pública e, assim, possivelmente não seria muito justo nas minhas observações.
Mas pretendo voltar a discutir o tema num post só sobre metas e serviço público, que escreverei assim que esfriar a cabeça.
Ah, só uma coisa: servidor só trabalha mais de 8 horas quando quer. Tem sempre os malucos que se sujeitam a trabalhar feito uns cretinos por conta de uma FC/CJ/DAS, mas a partir do momento em que tu faz um trabalho bem feito nas tuas 8/7/6 horas, é só se impor para não trabalhar mais. Sei disso por experiência própria. Por muito tempo ganhei FC no judiciário e nunca trabalhei mais do que as 7 horas regulamentares do TRF.
Já no momento atual a coisa é diferente, uma vez que a responsabilidade por cada processo é minha (eu assino), além de não ter propriamente um horário fixo de trabalho. Aí sim, tem semanas que não chego a trabalhar 30 horas, e tem semanas que passo das 60… mas o contexto é diferente.
Curioso que o CNJ só manda metas e determinações, mas contribuir com as condições de trabalhos paras os funcionários, que é bom… Sou Serventuário da Justiça do Estado de Sergipe e eu mesmo trabalho em um local com falta de funcionários, além de uma quantidade absurda de processos, tão absurda que eles ficam no chão ao ponto de atrapalhar a locomoção das pessoas; e além de termos de dá prosseguimento a estes processos, ainda temos que cuidar de audiências, atendimento ao público, metas do CNJ e ainda sermos cobrados, para nestas condições de trabalho, efetuarmos tudo rápido e com precisão. Fora isso, as vezes passamos do nosso horario, SEM GANHAR HORA EXTRA, para tentar amenizar o problema ou somos OBRIGADOS a comparecer a algum curso de utilidade questionável, que mais parece que serve para aglomerar servidores e filmar ou tirar fotos, tudo isso resultando em mais desmotivação nos funcionários.


Igor, as metas são super bem vindas.
Mas, aproveitando o ensejo de um post anterior seu, quem trabalha mesmo, se mata, fica depois do expediente, leva trabalho pra casa, produz feito máquina são os servidores, e não os juízes. Eles já recebem tudo praticamente pronto, quando não já vai TUDO pronto. E todos sabem aqui que não estou falando nenhum absurdo.
Não to aqui com ressentimento contra a magistratura, nem sou daquelas que “estuda e não passa e fica com ódio do mundo”… até porque não tenho perfil nenhum pra julgar. Por isso nunca me interessei por essa área.
Acontece que recentemente houve a aprovação de um projeto de lei na Câmara, se não me engano, que congela os salários dos servidores até 2019!!!! E o PCS dos servidores do judiciário federal e do MPU parado numa daquelas comissões…. E aí?!
Paramos de trabalhar? Se nós fazemos greve, somos “marajás” que não querem nada com “a história do Brasil” [expressão que minha bisa usava]. Mas, só quem é de dentro sabe que não são flores! Cumprir metas é difícil, trabalhoso. algumas são até fora da realidade – daí o insucesso da famigerada meta 2 do ano passado.
Mas, vamos lá. O trabalho vem dobrado. E o salário ó!