Não passei no provão, e agora?
Não passar na primeira fase é uma M. A sensasão imediata é de tempo perdido, de incompetência (ou, pior, aquele “se eu tivesse estudado um pouco mais…”), mas passados os primeiros dias, a pessoa se força a escolher entre desistir de tudo ou juntar o que restou de sua força de vontade e tentar de novo.
Supondo que a segunda opção tenha sido eleita, o passo primordial é entender os porquês do fracasso anterior superá-los.
Este artigo busca justamente comentar formas de, através de organização e planejamento, potencializar o aprendizado e facilitar o alcance da meta de todos que se submetem a concursos públicos, estando, ademais, participando da promoção de um ano de aniversário do site Efetividade.net, cuja leitura recomendo a todos que, assim como eu, sempre tiveram dificuldades nesse campo.
Passar em concurso público não depende de fórmula mágica alguma, mas sim da conjugação de três fatores: tempo, estudo e sorte. Sem tempo para dedicar aos estudos, não há como obter a aprovação. Sem um estudo eficiente, metódico e planejado, a coisa fica bem complicada. Infelizmente, o fator sorte também está sempre presente, disso não há como escapar, sendo possível, apenas, reduzir sua influência.
Quanto ao tempo e à sorte, não há muito que ser dito ou feito, entretanto, a forma como o candidato estuda define o peso que aqueles outros dois elementos terão no resultado final do certame.
O primeiro passo é decidir qual profissão se quer exercer. Escolha um cargo e, independentemente da abertura de qualquer outro concurso, organize seu estudo para passar especificamente naquele certame. Veja que não estou dizendo para deixar de fazer outros, mas sim que é preciso ter um foco e não se desviar dele, não importa o que acontecer.
Superada essa etapa (que pode ser a mais complicada), é essencial “debulhar” o edital daquele concurso (tecnicamente, do concurso anterior), analisar a prova e, com base nisso, montar uma grade de estudo semanal que abarque todas as matérias exigidas, distribuídas conforme seus pesos e a facilidade/dificuldade do estudante. Tenho convicção de que estudar uma matéria de cada vez é a forma de estudo mais ineficiente. Convenhamos, esquecemos muito do que lemos com o tempo, então é melhor sempre assimilar todas as matérias na mesma época.
Feito isso, estude ponto por ponto o edital, mesmo que ainda não tenham aberto as inscrições - de regra, entre o edital e a prova há poucas semanas, o que não se faz suficiente para cobrir tudo. Participe de todos os concursos similares que surgirem, mas não desvie do roteiro, salvo se passar (e a idéia é que isso aconteça) da primeira fase. Com isso, você maximiza seu tempo e consegue cobrir todo o edital do concurso, preferencialmente mais de uma vez.
Quanto ao material de estudo, não invente. Compre um bom manual “da moda” de cada matéria, nada mais. Depois de lê-lo de capa a capa, aí sim pode ser interessante adquirir outros livros, mas não fique pulando de obra em obra… normalmente isso mais atrapalha do que ajuda (experimente pegar autores com visões contraditórias e ler um capítulo de cada…).
Outra questão muito relevante é definir um bom ambiente de estudo. Salvo raras exceções, bibliotecas e cafés são péssimos lugares. Arrume um pequeno escritório em sua casa, ou pelo menos um canto de seu quarto, e dedique aquele lugar ao Direito, afastando de lá tudo que o distraia.
Defina, também, horários mais ou menos rígidos de estudo, e explique para as pessoas a sua volta o quão importante é ter paz e sossego naquele período de tempo.
Acho que essas são as linhas básicas do que eu faço. O resto é dedicação… e espero mesmo que isso surta o efeito desejado.
Esse artigo é o complemento deste, e era para ter saído imediatamente após, mas a publicação do edital de procurador da fazenda e outras coisinhas mais atrapalharam o processo (o que, inclusive, levou bastante gente a pensar que eu estava me gabando por ter passado na primeira fase do concurso de procurador federal, coisa que sequer sei se aconteceu - apesar de estar na torcida).
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Igor,
Parabéns pelo seu site.
Encontrei as informações que eu precisava. Vou ficar “Freguesa”.
Bom existir pessoas como você.
Obrigada,
Malu